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quinta-feira, 13 de maio de 2021

Urna eletrônica: um instrumento essencial à democracia do Brasil

O presidente do TRE-BA, desembargador Roberto Frank, reflete sobre a importância do equipamento; há 25 anos, a Justiça Eleitoral enviava as primeiras máquinas para os TREs de todo o país



Quando a urna eletrônica surgiu no Brasil, em 1996, eu ainda estava concluindo o curso de Direito. Antes disso, já havia atuado como escrutinador, convocado para trabalhar na apuração dos votos de cédula em outros processos eleitorais. Hoje, 25 anos depois, na condição de magistrado e presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, reafirmo a importância da urna como instrumento essencial à nossa democracia.

O ano de 1996 marca a história da informatização eleitoral brasileira, o que já estava nos planos do país desde o Código Eleitoral de 1932. O artigo 57 do texto que inaugura a Justiça Eleitoral no Brasil prevê "o uso de máquinas de votar, regulado oportunamente pelo Tribunal Superior Eleitoral, devendo ser assegurado o sigilo do voto".

Atualmente, a urna eletrônica é protagonista da maior eleição informatizada do mundo. No pleito municipal de 2020, realizado durante a pandemia de Covid-19, mais de 147 milhões de brasileiras e brasileiros votaram em mais de 400 mil urnas instaladas em 5.567 municípios. Em pouco mais de duas décadas, a urna coletou e apurou os votos de milhões de pessoas em eleições gerais e municipais.

Projeto 100% brasileiro, feito pelo TSE em parceria com instituições nacionais, esse é um patrimônio e orgulho do Brasil. O sistema eleitoral do nosso país eliminou a manipulação humana para garantir segurança, rapidez e transparência ao processo. Há mais de 30 barreiras para proteger o voto, sejam elas físicas ou digitais, o que assegura integridade, autenticidade e sigilo.

Segurança

O antigo sistema de votação em cédulas de papel e apuração manual, além de ser passível de fraudes, era um processo lento, cheio de erros e suspeição. Tudo isso foi transformado com a instituição eletrônica do voto.

Em 25 anos, jamais uma fraude foi comprovada. Todo o processo é auditável e fiscalizado pelos próprios cidadãos, partidos políticos e instituições da sociedade, com a emissão da zerésima e dos boletins de urna. As auditorias de código fonte e avaliações públicas de segurança testam frequentemente a urna e a sua tecnologia.

É um equipamento que reconhece cada eleitor pela impressão digital. Qualquer tentativa de executar software não autorizado resulta no bloqueio do seu funcionamento, sem contar que toda operação fica salva no registro digital. Também vale ressaltar que todos os dados inseridos na urna eletrônica e todos os resultados produzidos são protegidos por uma assinatura digital.

Inclusiva

Com visor numérico e diversos recursos de acessibilidade, a urna eletrônica é um equipamento inclusivo, com teclado em braile, recursos em áudio, fone à disposição de quem vota, tudo para garantir um direito fundamental aos cidadãos do nosso país.

Do Oiapoque ao Chuí, em comunidades ribeirinhas, quilombolas, tribos indígenas, dentro do sistema prisional, a urna vai onde o povo está. Como desembargador eleitoral à frente da Corte baiana, defendo que a tecnologia jamais será um retrocesso, mas sempre um avanço nesse sistema que é aprimorado a muitas mãos.

A urna eletrônica legitima a democracia. A sua eficiência traduz o entendimento dos eleitores de que uma democracia representativa respeita a vontade do povo. E essa vontade se expressa, sem dúvidas, em eleições limpas, ágeis e que são referência para o mundo.

Artigo: desembargador Roberto Maynard Frank, presidente do TRE-BA

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Pesquisa ouve mesários sobre as últimas eleições

TSE e Ipea se unem com o objetivo de conhecer o perfil de mais de 635 mil participantes e otimizar o processo eleitoral


Por meio de mais uma parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, nesta segunda-feira (10/05), uma pesquisa de opinião com mesários sobre as Eleições Municipais de 2020.

O estudo será realizado com 635.752 pessoas, que receberão, pelo aplicativo Mesário, um convite para participar. As respostas poderão ser enviadas até o dia 28/05. O questionário reúne 25 perguntas objetivas e leva apenas um minuto para ser concluído. Com a iniciativa, o objetivo é coletar impressões, experiências e sugestões sobre o trabalho realizado para que o processo eleitoral seja aprimorado.

Entre os temas abordados nas questões estão: o que os motivou a trabalharem como mesários; avaliação da experiência; treinamento recebido; fraude; fake news; cuidados relacionados à pandemia de Covid-19; e o funcionamento do aplicativo.

Campanha

Além de identificar o perfil desses importantes aliados do processo eleitoral e coletar informações úteis para pleitos cada vez mais legítimos e seguros, a pesquisa pretende conhecer melhor os que trabalharam como mesários voluntários em pleno ano de pandemia.

Um dos itens, inclusive, questiona o impacto da campanha da Justiça Eleitoral realizada em agosto de 2020 com o médico Drauzio Varella. Nas peças veiculadas em rádio, TV e redes sociais, ele incentivava a inscrição espontânea, esclarecendo o cumprimento do TSE a todas as providências para proteger a saúde de todos. Na ocasião, a Justiça Eleitoral registrou um recorde de inscrições de mesário voluntário.

Para mais informações, acesse o Canal do Mesário e o Portal da Justiça Eleitoral.

Informações do TSE

Urna eletrônica 25 anos: lançado em 1996, equipamento é o protagonista da maior eleição informatizada do mundo

Máquina para coletar votos era desejo antigo no país. Objetivo era eliminar a fraude no processo eleitoral, afastando a intervenção humana


O ano de 1996 é um marco na história da informatização do processo eleitoral brasileiro, quando eleitores de 57 cidades tiveram o primeiro contato com a urna eletrônica. Nas Eleições Municipais de 1996, os votos de mais de 32 milhões de brasileiros – um terço do eleitorado da época – foram coletados por cerca de 70 mil urnas eletrônicas.


A criação de um aparelho mecanizado para coletar votos era um desejo antigo no país. O primeiro Código Eleitoral, de 1932, previa em seu artigo 57 o “uso das máquinas de votar, regulado oportunamente pelo Tribunal Superior [Eleitoral]”, devendo ser assegurado o sigilo do voto.

Entretanto, o projeto da urna eletrônica genuinamente brasileira só começou em 1995, quando o TSE formou uma comissão técnica liderada por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) para desenvolver o projeto da “máquina de votar”.

O primeiro nome do equipamento foi Coletor Eletrônico de Votos (CEV). O projeto foi concebido com base em algumas premissas básicas: o dispositivo teria de ser capaz de eliminar a intervenção humana dos procedimentos de apuração e totalização dos resultados, bem como de garantir maior segurança e transparência ao processo eleitoral. Além disso, deveria ser leve e compacto (para facilitar seu transporte) e prático de usar.

O resultado foi um sucesso. A urna eletrônica combinou tela, teclado e CPU numa só máquina, com teclado similar ao de um telefone justamente para possibilitar que o analfabeto e o deficiente visual pudessem interagir com o novo dispositivo sem dificuldade.

A estreia do novo dispositivo também foi um exercício bem-sucedido de logística: “As urnas foram distribuídas a tempo e modo por aviões da Força Aérea brasileira”, recorda o então presidente do TSE, ministro Carlos Velloso.

Revolução

O voto eletrônico foi uma grande revolução no processo eleitoral brasileiro. Segundo Carlos Velloso, desde sempre, o objetivo do projeto era eliminar a fraude no processo eleitoral afastando a intervenção humana. E a solução, conta o ministro, foi criar o voto eletrônico: “Uma urna eletrônica, um pequeno computador que pudesse processar eletronicamente os votos, com rapidez, com a maior segurança, propiciando, então, uma apuração rápida.”

Ele lembra que o antigo sistema de votação em cédulas de papel e de apuração manual, além de ser passível de fraudes, era um processo lento, repleto de erros e com muita suspeição. “Eram eleições que não representavam a legitimidade do voto e a vontade do eleitor. Eleições feitas a bico de pena, com aproveitamento de votos em branco e outras fraudes”, destaca.

Esse cenário foi o grande motivador para buscar uma solução para o afastamento definitivo daquelas fraudes que ocorriam. Velloso recorda que foi necessário fazer “como que uma cruzada” pelo país para mostrar que seria possível informatizar o voto. “Convocamos brasileiros de boa vontade a trabalhar pelo Brasil e formamos comissões técnicas com a participação de juristas, cientistas políticos, advogados, juízes especialistas em informática e servidores da Justiça Eleitoral”, destaca, ressaltando que a comissão de informatização do voto começou o projeto do zero até fechar o protótipo da urna.

Velloso recorda que, enquanto a comissão trabalhava, ele foi visitado por representantes de várias empresas estrangeiras oferecendo urnas para o Brasil. “Eu dizia: não, vamos fazer uma urna tupiniquim, simples e barata. E assim conseguimos”, afirma o ministro Velloso.

Quatro anos depois, nas Eleições de 2000, as urnas eletrônicas chegavam a todos os cantos do país, no primeiro pleito totalmente informatizado do Brasil. Desde então, a Justiça Eleitoral vem ampliando o parque de urnas eletrônicas para atender o crescimento do eleitorado brasileiro.

Celebração

Indagado sobre o significado dos 25 anos da urna eletrônica, Carlos Velloso foi enfático: “A urna trabalha pela legitimação da democracia. E não há significado maior”. Para ele, o sucesso da urna eletrônica mostra que, num determinado momento, os brasileiros tomaram consciência de que uma democracia representativa se legitima pela vontade do povo, e que essa vontade se expressa no voto e com eleições limpas.

Nestas mais de duas décadas de atividade, a urna eletrônica coletou e apurou os votos de milhões de eleitores em 25 eleições gerais e municipais (contando os dois turnos), com segurança e total transparência. No pleito municipal de 2020, mais de 147 milhões de eleitores votaram em mais de 400 mil urnas eletrônicas instaladas em 5.567 municípios, consolidando o Brasil como o país com a maior eleição informatizada do mundo.

Informações do TSE

Fato ou Boato: além do Brasil, outros 46 países utilizam urnas eletrônicas nas eleições

Publicação que vem circulando nas redes sociais afirma que somente três países adotam meios eletrônicos de votação. A informação é falsa



Em tempos de compartilhamento viral de conteúdos pelas redes sociais, é muito comum que informações falsas ou descontextualizadas – os bons e velhos boatos – circulem como se fossem verdadeiras. Com isso, muita gente é enganada e, se não tem o cuidado de checar o que lê e ouve nas redes sociais, acaba também compartilhando desinformação por aí.


Um desses conteúdos falsos que mais circulam de tempos em tempos diz que pouquíssimos países do mundo (para ser exato, apenas Venezuela e Cuba, além do Brasil, entre 193 países) usam a urna eletrônica e adotam um sistema eletrônico de votação. Puro boato. Para começar, Cuba não utiliza urnas eletrônicas. Lá, a votação ainda é feita em papel.

Além disso, de acordo com o Instituto para Democracia e Assistência Eleitoral Internacional (Idea) – uma organização intergovernamental que apoia democracias sustentáveis em todo o mundo e que conta com 34 países-membros, como Suíça, Portugal, Noruega, Austrália e Canadá, além do Brasil –, o voto eletrônico é adotado por pelo menos 46 nações. Sete agências de checagem confirmaram que essa informação é confiável.

Ainda segundo o Idea, 16 países adotam máquinas de votação eletrônica de gravação direta. Isso significa que não utilizam boletins de papel e, assim, registram os votos eletronicamente, sem qualquer interação com cédulas.

Por fim, vale lembrar que a urna eletrônica brasileira foi projetada e construída no Brasil, por brasileiros, para brasileiros, para ser usada aqui, segundo as características e necessidades únicas do nosso país. Não há nenhuma influência estrangeira no nosso sistema eleitoral. O órgão responsável pelo desenvolvimento de todo o software da urna é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Não custa nada checar antes de compartilhar

Se hoje em dia a disseminação de desinformação é tão comum, passa a ser uma obrigação de qualquer cidadão que receba esses conteúdos falsos confirmar essas informações nos muitos sites de checagem que trabalham 24 horas por dia para evitar que mais gente seja feita de boba.

Por isso, o TSE se associou com os 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e nove agências de checagem de informações e criou a página Fato ou Boato. Nela, o usuário pode procurar as notícias que estão circulando e consultar se são verídicas ou não, e ainda ter acesso à versão autêntica dos fatos.

A iniciativa é parte do Programa de Enfrentamento à Desinformação, criado pelo TSE em agosto de 2019 com o objetivo de minimizar os efeitos dos boatos que circulam na internet envolvendo a Justiça Eleitoral e o sistema eletrônico de votação.

Informações do TSE

segunda-feira, 10 de maio de 2021

TRE-BA adota Business Intelligence para aprimorar gestão

Painéis criados com essa ferramenta de gerenciamento de dados foram desenvolvidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, que está contribuindo com seu processo de implantação no Regional baiano


Para aperfeiçoar o gerenciamento de dados estratégicos e, consequentemente, aprimorar sua gestão, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) acaba de adotar uma ferramenta de Business Intelligence (B.I.) com o apoio do Laboratório de Inovações do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). Iniciando o seu processo de implantação, uma equipe composta por oito especialistas do Regional goiano está instruindo técnicos e analistas do TRE-BA. O trabalho teve início nesta segunda-feira (10/05) e segue até o próximo dia 18.

A colaboração institucional foi solicitada pelo presidente do TRE-BA, desembargador Roberto Maynard Frank, e atendida pelo desembargador Leandro Crispim, presidente do TRE-GO, que tem compartilhado os painéis da solução tecnológica B.I. desenvolvidos pela equipe da Assessoria de Apoio à Governança e Gestão Estratégica da Justiça Eleitoral de Goiás.

Coordenador de Planejamento Estratégico da Diretoria-Geral do TRE goiano, José Carlos da Silva explica que o projeto “nasceu dentro da DG com a criação de painéis chamados dashboards dinâmicos digitais, que atualizam as informações até oito vezes por dia, o que facilita a administração. Eu diria que trata-se de nova cultura, que é a de tomar decisões com base nos dados que existem nos sistemas estruturantes dos Tribunais”.

De acordo com José Carlos da Silva, idealizador e criador do projeto, com os dados na palma da mão, os trabalhos podem ser realizados com mais agilidade e precisão. “A instalação desses painéis cria uma liberdade que o gestor antes não tinha por estar escravo da falta de informações”, pontua, ao explicar que os dados são processados dentro dos painéis em três níveis: estratégico, tático e operacional. Como os dados se referem a cada estado, seu cruzamento confere personalidade e customização para cada realidade.

Dinâmica da implantação

A ideia é que a carga horária diária do desenvolvimento seja de oito horas. Entretanto, isso pode variar. “Esse horário pode ser ampliado ou suprimido. Há muitos elementos que compõem a fase de desenvolvimento. Então, tudo aquilo que a gente pode antecipar, normalmente, a gente antecipa. Por exemplo, tivemos um contato prévio com TRE-BA, através da secretária-geral da Presidência, Maria Thaís Pinheiro Habib, e do secretário de Planejamento de Estratégia e de Eleições, Victor Araújo Xavier. Já adiantamos uma série de coisas para otimizar nossa visita”, pontua o coordenador ao afirmar que pretende apresentar os resultados do desenvolvimento antes de retornar a Goiás com a equipe designada para este trabalho composta por quatro desenvolvedores, dois analistas de negócio, um programador e um estatístico, além dele.

O que é Business Intelligence?

É uma ferramenta de gestão utilizada para acompanhamento e monitoramento de informações orçamentárias, administrativas e estratégicas que, no âmbito do Poder Judiciário, contribui para o aperfeiçoamento da atividade jurisdicional.

No ano passado, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, por meio da Resolução nº 333/2020, que os tribunais devem destacar dados estatísticos em seus portais por meio da ferramenta B.I. A ideia é, por exemplo, facilitar o acesso às informações consolidadas pelos órgãos do Poder Judiciário para a tomada de decisões com base em dados atuais, confiáveis e disponíveis em um mesmo espaço, além de conferir ainda mais transparência aos seus atos. Até o momento, a equipe do TRE-GO já desenvolveu os painéis no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pelos TREs de Goiás, Bahia, Mato Grosso, Piauí e Roraima.

DP

Seção de Biblioteca do TRE-BA lança Centro de Memória Virtual do Regional baiano nesta segunda (10/5)

Centro é inaugurado na data que marca a criação da Casa da Suplicação do Brasil, primeira instituição superior do judiciário brasileiro; objetivo é preservar história e memória da justiça do país




Em comemoração ao Dia da Memória do Poder Judiciário, celebrado nesta segunda-feira (10/5), a Seção de Biblioteca, Memória e Arquivo (SEBLIM) lança o Centro de Memória Virtual do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia.

O dia 10 de maio foi escolhido por ser o mesmo do surgimento, em 1808, da primeira instituição superior criada no judiciário brasileiro – a Casa da Suplicação do Brasil, que passou a funcionar como última instância recursal, representando a independência judiciária do Brasil em relação a Portugal.


A celebração desta data foi instituída pela Resolução CNJ 316/2020, visando lembrar aos órgãos do Poder Judiciário sobre a importância de organizarem atividades para preservar a sua memória. A data também contribui para a disseminação da história da Justiça brasileira.

O Centro de Memória Virtual, que está na fase inicial de implantação, já conta com uma Galeria de ex-Presidentes do TRE-BA, incluindo a biografia de cada um, além da História da Justiça Eleitoral na Bahia; História das sedes; Exposições Permanentes e acervo de documentos antigos.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

TRE-BA publica resolução que altera normas para requerimento de férias

 Dentre as mudanças, o parcelamento de férias que pode ser feito em até três períodos não tem mais restrição de quantidade mínima de dias para cada parcela


Os servidores do TRE baiano deverão ficar atentos para as mudanças relacionadas à programação de férias. As alterações foram publicadas por meio da Resolução Nº43/2020 e atingem, principalmente, as regras no que diz respeito ao parcelamento dos dias de descanso. A possibilidade permanece para o máximo de três períodos, porém sem mais restrição de quantidade de dias para cada parcela. Com isso, o servidor poderá fracionar suas férias em período de até mesmo um dia. 

O novo documento altera as regras da Resolução Administrativa Nº 9, de 14 de outubro de 2013.  A atualização do normativo determina ainda a redução do intervalo mínimo entre os períodos parcelados, de 10 para três dias corridos. 

Já a antecipação das férias por necessidade do serviço, deverá ser feita com antecedência mínima de cinco dias úteis quando se tratar da 1ª ou única parcela (Res. Adm. 9/2013, art. 16, parágrafo único).

Além dessas mudanças, quatro aspectos foram destacados:  

    1. A postergação da primeira parcela por necessidade de serviço continua podendo ser realizada até a véspera da data anteriormente agendada;

    2. As alterações da primeira parcela por interesse do servidor continuam sujeitas à antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias do início do período originalmente agendado, em caso de adiamento, ou do termo inicial do novo período pretendido, em caso de antecipação;

    3. A redução do prazo de antecedência relativo à alteração da 2ª ou 3ª parcela, por interesse do servidor, que anteriormente era de 10 dias, para a véspera do início do período de fruição (Res. 9/2013, art.15, parágrafo único);

    4. As licenças e afastamentos previstos no artigo 17 da Res 9/2013 passaram a suspender o curso das férias, que será reiniciado no dia imediatamente posterior ao término da licença ou afastamento, considerando o saldo remanescente. 

O sistema está sendo parametrizado para realizar a alteração de maneira automática, quando do registro do afastamento. Até a conclusão dos ajustes, a ser realizado pela STI, a anotação no módulo de férias deverá ser, nesses casos, requerida à seção, por meio do SEI, utilizando o formulário de alteração de férias.