O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) realizou, nesta sexta-feira (23/10), audiência pública para definição de seções eleitorais que não participarão do sorteio para a Auditoria da Votação Eletrônica do 2º turno das Eleições Gerais 2026. Ao todo, foram excluídas seções eleitorais de 35 zonas eleitorais, considerando critérios logísticos e geográficos, como dificuldade de acesso e distância em relação à capital.
A audiência foi conduzida pela presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica, juíza Patrícia Cerqueira. Segundo ela, a exclusão prévia é necessária para garantir a viabilidade logística da auditoria, especialmente nos casos em que o deslocamento das urnas e a realização dos procedimentos de verificação possam ser comprometidos pela distância ou pelas condições de acesso.
“Temos regiões de difícil acesso, como algumas ilhas de Salvador, em que o transporte da urna sorteada e o envio da urna substituta ao local de votação podem representar uma dificuldade logística. Além disso, o teste de autenticidade da urna é realizado pelo juiz eleitoral na própria seção. Por isso, precisamos ter essa responsabilidade prévia de identificar e divulgar as seções que não participarão do sorteio.”
A magistrada explicou ainda que, neste sábado (24/10), será realizado a escolha ou sorteio das urnas entre as seções consideradas elegíveis. As urnas escolhidas ou sorteadas serão encaminhadas ao local da auditoria, onde permanecerão durante todo o domingo (25/10) sendo auditadas. “Todas as urnas já estão preparadas e lacradas. Existe toda uma estrutura de transporte, inclusive aéreo e terrestre, para que as urnas sorteadas sejam trazidas até aqui e possam participar da votação paralela”, acrescentou.
Participação de instituições
Participaram da audiência representantes do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), da Defensoria Pública do Estado da Bahia (DPE-BA), da Defensoria Pública da União e da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Bahia, além da Missão de Observação Eleitoral da Organização dos Estados Americanos (OEA).
Também foram convidados representantes de partidos políticos e de outras instituições da sociedade civil organizada. As instituições participantes puderam apresentar sugestões de zonas e seções para exclusão, contribuindo para o processo de definição das unidades que não participarão do sorteio.
O secretário da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica Antônio Moisés Almeida Braga informou que parte das seções já havia sido excluída para o 1º turno e que a Comissão propôs a manutenção da medida para o segundo turno.
Entre as zonas eleitorais excluídas estão Barra, Monte Santo, Belmonte, Ibotirama, Oliveira dos Brejinhos, Correntina, Santana, Andaraí, Itiúba, Coribe, Formosa do Rio Preto, Condeúba, Santa Rita de Cássia, Chorrochó, Sento Sé, Utinga, Macaúbas, Jacaraci, Remanso, Pilão Arcado, Xique-Xique, Mucuri, Itanhém, Prado, São Desidério, Palmas de Monte Alto, Bom Jesus da Lapa, Caetité, Baianópolis, Mutuípe, Serra Dourada, Cotegipe e Morro do Chapéu. Em Salvador, foram removidas do sorteio as escolas localizadas nas ilhas de Maré, Bom Jesus dos Passos e dos Frades, vinculadas à 4ª Zona Eleitoral.
Durante a audiência, foram excluídas ainda, a pedido da 188ª Zona Eleitoral de Eunápolis as seções 212, 213, 195, 197, 199, 200 e 201, todas sob a justificativa de dificuldade de acesso.
Transparência e fiscalização
Para o representante do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA), Yuri Moisés, que acompanhou os procedimentos do primeiro turno, a participação das instituições externas reforça a transparência e a credibilidade do processo eleitoral. “É uma representatividade da cidadania e do próprio Tribunal de Contas. Trabalhamos com auditoria e fiscalização, e acompanhar esse processo nos permite atestar a credibilidade e a segurança do trabalho realizado pela Justiça Eleitoral”, afirmou.
A defensora pública do estado da Bahia, Marina Pimenta, participou pela primeira vez da audiência. Segundo ela, a presença da instituição contribui para assegurar a regularidade do processo democrático e a fiscalização do sistema eletrônico de votação. “A Defensoria Pública atua nos processos democráticos para garantir que as eleições ocorram dentro dos parâmetros de regularidade e que todos os aspectos relacionados ao direito ao voto sejam respeitados. Também é importante acompanhar a fiscalização e a regularidade do sistema eletrônico de votação”, destacou.
A servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), Lucinda Sapucaia, considera o procedimento fundamental para reforçar a transparência e a confiabilidade do sistema eletrônico de votação. “A votação paralela legitima a transparência e a confiabilidade das urnas e do processo eleitoral. Todo o procedimento segue os mesmos passos de uma votação normal, com a emissão dos boletins e dos documentos necessários, e é filmado. A participação de partidos e instituições também permite acompanhar e comprovar a transparência e a legitimidade de todo o processo”, afirmou.
Sobre a Auditoria
A Auditoria da Votação Eletrônica é realizada pela Justiça Eleitoral como mecanismo adicional de fiscalização e transparência do sistema eletrônico de votação. No 2º turno, o procedimento será realizado no domingo (25/10), simultaneamente à votação oficial.
A auditoria da votação eletrônica envolve dois procedimentos distintos: o Teste de Integridade e o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais. As urnas eletrônicas sorteadas no estado para o Teste de Integridade do equipamento (33 UEs) serão transportadas para a sede do TRE-BA, onde participarão da auditoria, no dia da eleição. Do total selecionado, dez urnas passarão pelo Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais no dia da eleição, na própria seção eleitoral, antes do início da votação.
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Pra todos verem: A imagem mostra uma mesa de honra durante a audiência pública promovida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Diversas autoridades e integrantes da mesa estão sentados em um auditório acompanhando a cerimônia de exclusão de seções eleitorais para a Auditoria da Votação Eletrônica do 2º turno das Eleições de 2026.