segunda-feira, 28 de setembro de 2020

TRE-BA promove live com a psicóloga Adriana Atahyde para discutir prevenção de suicídio

Promovido pela Secretaria de Gestão de Pessoas, encontro acontece nesta terça-feira (29/9), às 19h, no contexto da campanha Setembro Amarelo, e será transmitido pelo perfil do TRE-BA no Instagram


Cerca de 12 mil suicídios são registrados todos os anos no Brasil, número que chega a mais de 1 milhão de casos no mundo. O tema ainda é tabu e está subnotificado. Para falar sobre os desafios no contexto da prevenção, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia promove live com a psicóloga Adriana Atahyde, nesta terça-feira (29/9), às 19h, no perfil do Regional no Instagram. 

Idealizado pela Secretaria de Gestão de Pessoas, o diálogo acontecerá no contexto da campanha Setembro Amarelo, realizada desde 2014 pela Associação Brasileira de Psiquiatria e pelo Conselho Federal de Medicina. Embora tenha ênfase neste mês, a campanha dura o ano todo. Athayde, que é especialista em psicologia hospitalar e professora da Faculdade Social da Bahia, vai refletir sobre os dados no país e abordar os mitos associados ao suicídio. 

Um desses mitos, afirma a psicóloga, e o de que as pessoas que se matam nunca falam sobre o assunto. “Em 80% dos casos de suicídio, as pessoas avisaram de alguma forma que fariam”. Ao analisar o cenário no Brasil, Atahyde aponta para um crescimento de casos entre jovens e idosos. Os jovens, ela acredita, muito por conta da constituição de identidade nas redes sociais, “entre likes e cancelamentos”. Já os idosos, entre outras coisas, por não saberem lidar com o isolamento social. 

Sobre este isolamento, que se transformou em uma consequência da pandemia de coronavírus, a psicóloga afirma que ainda não há dados concretos ligando o cenário atual aos casos de suicídio. Essas estatísticas geralmente se refletem após dois anos, o que significa que avaliamos hoje dados de 2017. “Mas, sem dúvida, sentiremos o efeito de tudo o que está acontecendo durante muito tempo. Me preocupa muito as crianças, que estão vendo as pessoas como ameaça e absorvendo as angústias dos adultos, tendo que lidar com a morte de forma tão inesperada e intensa”. 

Adriana Atahyde defende que falar honestamente sobre suicídio, inclusive nas escolas, com as crianças, é o que possibilita que o assunto seja dismistificado e visto com seriedade. “A educação possibilita uma melhor percepção do tema. E as crianças precisam também aprender a lidar com o vazio, a impotência, a solidão”. De acordo com a psicóloga, o suicídio tem repercussão na família por três gerações. “E como é um tema tabu, com falas interditadas, ele fica ali contido, inclusive inconscientemente”. 

Na avaliação da secretária de Gestão de Pessoas do TRE-BA, Mirella Cunha, o diálogo é mais do que necessário. “O TRE-BA sempre tratou esse tema com cuidado e, no atual cenário de pandemia, devemos ter ainda mais atenção com a saúde mental de todos. Por isso, resolvemos promover uma live para ser acessada pelos servidores e também pelo público externo”.

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