segunda-feira, 8 de junho de 2020

Função cidadã da Justiça Eleitoral é destaque em vídeo do projeto “A Mídia e as Eleições”

Assessora de Comunicação do TRE do Rio Grande do Norte, Virgínia Coelli desfaz a ideia de que a Justiça Eleitoral está limitada às eleições em vídeo que integra projeto do TRE baiano 

Para desfazer a ideia de que a Justiça Eleitoral só atua em ano de eleições, a assessora de comunicação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, Virgínia Coelli, destaca a função cidadã deste setor do judiciário.  O argumento está no vídeo que integra oseminário “A Mídia e as Eleições”, projeto do TRE-BA que, em 2020, ocorre de maneira online, por conta da pandemia de coronavírus. 

A assessora, que durante anos atuou como repórter e cobriu a Justiça Eleitoral, afirmou constatar, depois de ter estado dos dois lados, que há muito trabalho nos cartórios e tribunais em anos sem votação. Virgínia Coelli destaca os projetos de formação de eleitores, executados por diversos TREs do país, em que as informações sobre direitos e deveres são transmitidas com o objetivo de tornar a população mais consciente. 

Como exemplo, Coelli cita a atuação da Escola Judiciária Eleitoral do RN, que realizou projetos na rede pública e privada de ensino, colaborando para que os estudantes vissem, na prática, a importância do voto. Durante o ano de 2018, a EJE/RN promoveu eleições simuladas em grêmios estudantis, “não apenas para ensinar os jovens a lidar com as urnas eletrônicas, mas promovendo palestras sobre democracia”, lembra a assessora. 

Com o apoio do presidente do TRE-RN, desembargador Glauber Rego, a Escola Judiciária potiguar também formou uma comissão feminina e passou a realizar rodas de mulheres em todo o estado, com o objetivo de empoderar eleitoras a se tornarem gestoras públicas. Nesse projeto, servidores do TRE-RN destacaram o pioneirismo do estado, lembrando que de lá partiu a primeira prefeita de município, a primeira deputada estadual e a primeira mulher a votar no Brasil. 

O vídeo traz ainda reflexões sobre as dificuldades que a Justiça Eleitoral enfrenta em 2020, ano atípico, em que o pleito municipal está sendo pensado no contexto de uma pandemia que atinge diversos países em todo o mundo. “Nosso grande desafio na comunicação é mostrar ao leitor que tudo será feito de forma segura, com toda responsabilidade”, diz Virgínia Coelli. 

Na fase atual do calendário eleitoral, a assessora diz que o desafio é atuar pelo recrutamento de mesários, essenciais no processo eleitoral do país. “Eleição apenas com servidores, sem voluntariado, dificilmente aconteceria. Queremos mostrar que tudo será feito com segurança e despertar nessas pessoas o dever cidadão de cada uma”. 

Sobre Virgínia Coelli 

Graduada em Comunicação pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, atuou como diretora da TV Câmara Natal e foi repórter da Inter TV Cabugi, afiliada da Rede Globo, por 20 anos. Apresentou programas nas rádios Rural de Natal e Cabugi, além de também apresentar o programa Panorama do RN, transmitido para 25 emissoras de rádio do Rio Grande do Norte. Exerceu a função de gerente de Comunicação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia. Atua como consultora e produtora de programas segmentados de rádio e televisão e no segmento privado, versando sobre comunicação. 

A Mídia e as Eleições 

O evento “A Mídia e Eleições” já faz parte do cronograma de ações do TRE baiano em anos de eleição. O projeto - desenvolvido pela Assessoria de Comunicação, em parceria com a Ouvidoria e Secretaria de Gestão de Pessoas do Eleitoral - tem o objetivo de promover debates públicos com a presença de jornalistas, magistrados, acadêmicos, técnicos da Justiça Eleitoral e sociedade civil. 

Em 2020, por conta da pandemia de coronavírus, o evento acontece pela primeira vez em ambiente virtual. No hotsite “A Mídia e as Eleições” o público tem acesso a todos os vídeos já publicados, incluindo aqueles transmitidos em tempo real (lives), além da lista de palestrantes confirmados. 

CB

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