segunda-feira, 22 de junho de 2020

Bahia é o segundo estado do país com mais downloads do e-Título

Aplicativo da Justiça Eleitoral permite que eleitores tenham documento em smartphones ou tablets e traz uma série de funcionalidades; tecnologia está disponível para as Eleições Municipais de 2020



O eleitorado da Bahia é o segundo do país com maior número de downloads do e-Título. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, mais de 2 milhões de eleitores baixaram o aplicativo da Justiça Eleitoral em seus celulares e tablets. São 2.277.925 de eleitores com a versão digital do título. Deste total, a maior parte (2.167.710) é biometrizada. Os cidadãos que não realizaram a coleta das digitais correspondem a 110.215 pessoas com o aplicativo em seus aparelhos.

No que se refere ao e-Título, a Bahia está atrás apenas de São Paulo, onde 9.296.341 de eleitores têm a versão digital do documento. Vale a ressalva de que São Paulo tem o maior eleitorado do país – são 33.597.311 votantes, o que corresponde a 22,32% do total de eleitores do Brasil. A Bahia tem 10.888.214 de eleitores, o que abrange 7,234% do eleitorado do país. Os dados são do TSE. 

Na avaliação do secretário de planejamento de estratégia e de eleições do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia, Maurício Amaral, a importância do e-Título tem sido cada vez maior, uma vez que o TSE vem acrescentando diversas funcionalidades ao aplicativo, a exemplo da emissão de certidão de quitação e de certidão negativa criminal. A tendência, segundo ele, é incorporar outros serviços prestados pela Justiça Eleitoral. 

A redistribuição de eleitores pelas seções no local de votação que acontecerá em 2020 deve ser facilitada e-Título, destaca o secretário. “O aplicativo prestará a informação atualizada da seção em que o eleitor foi alocado, de modo que o seu uso facilitará muito a vida de todos”.

Para o Maurício Amaral, o e-Título é mais do que uma versão digital do documento, justamente por ter funcionalidades indisponíveis no papel. Pelo aplicativo, é possível, por exemplo, consultar o local de votação de qualquer eleitor, com a informação de apenas alguns dados. “Isso ajuda muita gente que não sabe a própria seção e que também não tem o e-Título”, afirma. 

O secretário destaca ainda que o aplicativo é uma alternativa sustentável à impressão de documentos. De forma geral, ele avalia, a tecnologia representa uma redução de custos para os Tribunais Eleitorais, que passam a diminuir a emissão de segunda via de títulos extraviados. 


Na prática

Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o e-Título está disponível para download no Google Play e na App Store. O documento é validado de forma simples, bastando que o eleitor insira o número do título, o próprio nome, o nome da mãe e do pai e a data de nascimento. Como o documento fica gravado no celular ou tablet, é menos provável que ele seja extraviado do que a versão impressa. 

Para os eleitores biometrizados, o e-Título terá a foto no aplicativo. Para aqueles que não realizaram o recadastramento, contudo, essa opção não está disponível, mas o aplicativo tem as mesmas funcionalidades e poderá ser usado no dia da votação. Nesse caso, porém, será necessária também a apresentação de um documento de identificação com foto. 


CB


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