quinta-feira, 29 de maio de 2014

JUVENTUDE E POLÍTICA: UMA RELAÇÃO DUAL

Por Fábio Pablo 
Jovens do Projeto Eleitor do Futuro

"Nem sempre podemos construir o futuro para nossa juventude, mas podemos construir nossa juventude para o futuro."
(Franklin D. Roosevelt)

"A juventude é uma qualidade, e não uma questão de circunstância." 
(Frank Lloyd Wright)


‘Juventude’ por si só é um termo complexo. Existem diversos conceitos sobre juventude, mas nenhum deles é capaz de definir com perfeição esse momento único na vida do ser humano. Ser jovem é experimentar com maior intensidade as dores e alegrias da vida. É ter inúmeras dúvidas, mas também encontrar infinitas respostas. Ser jovem é viver intensamente o presente, mas refletir constantemente sobre o futuro. É nessa reflexão sobre o futuro que a política se faz necessária na vida do jovem, pois é a juventude o motor capaz de mudar a história de uma sociedade. É só lembrarmos que historicamente, as grandes revoluções humanas foram encabeçadas por jovens que se preocupavam com o presente e sonhavam com um futuro diferente, melhor. Além disso, são os jovens quem mais sofrem com os problemas sociais, como a criminalidade, violência, desemprego, etc. Portanto, os jovens, ao mesmo tempo em que têm a possibilidade de desfrutar do período mais promissor da vida humana, possuem também a responsabilidade de protagonizar as ações que definirão os rumos de sua sociedade, seja em nível local, regional ou nacional.
Mas se a juventude é tão importante para que as mudanças sociais se concretizem, de onde vem tanto desinteresse do jovem pela política? Na verdade, antes de procurar responder a essa questão, devemos refletir se este desinteresse é genuíno ou provocado. Pois, se a juventude tem o poder de modificar as instituições e o status quo de uma sociedade, talvez toda esta rejeição pela política seja derivada de um conjunto de estruturas que busquem afastar o jovem da política, para que este não possa exercer o seu poder de revolucionar a sociedade a qual pertence.
É nesse sentido que espaços como o da Escola Judiciária Eleitoral e o projeto Eleitor do Futuro se fazem essenciais para consolidação da democracia, pois são espaços onde o jovem pode exercer seu protagonismo político para além das “ruas” e das “praças”, através da principal ferramenta de conscientização política: a educação.
Caro leitor, fica a questão no ar, se a juventude é tão importante para que as mudanças sociais se concretizem, de onde vem tanto desinteresse do jovem pela política? Participem!!!

Um comentário:

  1. Mas o que mede esse alegado especial desinteresse do jovem pela política? Acredito que tal desinteresse é geral e o fato de o jovem ficar evidenciado decorre apenas da não obrigatoriedade de alistamento eleitoral e do voto entre os 16 e 17 anos. Assim, a partir de 18 anos o número de inscritos é maior, não por um maior interesse, mas sim pela obrigatoriedade Constitucional.

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